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ENTREVISTA ]
| Entrevista
publicada na revista Teclado e Áudio no. 125 de Março de 2007 -
páginas 22 à 25 |
| CONEXÃO
| Por
Raquel Setz |
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AMOR
À PRIMEIRA AUDIÇÃO
Daniel
Latorre
fala sobre o
órgão Hammond
em
sua carreira |
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Quando
Laurens Hammond criou o órgão que leva seu nome, em 1934, ele,
provavelmente, não tinha idéia da importância que esse
instrumento viria a ter. Inventado inicialmente para ser usado em
igrejas como uma alternativa mais barata ao modelo de tubos,
artistas de jazz e de blues começaram a explorar suas
peculiaridades sonoras nos anos 50. Na década de 1970, migrou
para o rock pelas mãos de artistas como Jon Lord (do grupo Deep
Purple) e Rick Wakeman (Yes). Após um período no limbo, sua
sonoridade vem ressurgindo, desde os anos 90, ainda que
timidamente. Aficcionado pelo instrumento há mais de vinte
anos, Daniel Latorre é um dos expoentes da nova geração de
organistas. Endorser da marca no Brasil e da Latorre MVT-A
Vibrotone, réplica da caixa Leslie desenvolvida pela Meteoro, o
músico não se cansa de falar sobre Hammond, não medindo
esforços para divulgá-lo e ensinar sobre ele. Se for preciso
abrir um órgão para explicar seu funcionamento, rapidamente
Latorre vai desparafusar a tampa do instrumento. Em entrevista a
Teclado & Áudio, o músico fala de sua carreira, projetos e,
é claro, Hammond. |
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Desde
quando você é apaixonado por Hammond?
Tudo
começou quando eu tinha uns onze anos. Ouvi uma coletânea do
Deep Purple chamada When We Rock, We Rock, When We Roll ,We Roll
e fiquei me perguntando como era possível tirar
aquele som, já que nenhum piano ou teclado possuía tal timbre.
Então, fui atrás e descobri que era um Hammond. Conheci o instrumento
pelo som. |
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Além
de Jon Lord, quem mais te influenciou?
Deacon
Jones e Jimmy Smith, um organista que tocava o que a imprensa da
época chamou de acid jazz. Era um estilo com muito groove, algo
quase dançante. Quando o ouvi e percebi que o próprio Jon Lord
foi influênciado por ele, decidi que tinha que tocar
Hammond. Depois descobri mais gente, como Keith Emerson, do
Emerson, Lake & Palmer, e Rick Wakeman, do Yes. Também fui
incentivado e influenciado por músicos brasileiros
de duas gerações anteriores à minha Helio Santisteban (Pholhas),
Mario Testoni (Casa das Máquinas), Fernando “The Crow”, que
fez um excelente trabalho progressivo, e o bluseiro Ismael Chiusi,
único que levava um B3 para os shows no final dos anos 80.
Todas as bandas que eu gostava tinham esse instrumento. Ele dá
corpo para a música, coisa que não havia mais nos anos 80,
quando eu era adolescente. Nasci em uma época desprivilegiada
para conhecê-lo. Atualmente, os jovens têm mais acesso, porque existe
internet, revistas. |
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Ao
que se deve essa volta do Hammond?
Na
década de 1980, começaram a surgir sintetizadores como o DX-7,
que, por serem superportáteis, eram muito mais práticos que o
Hammond. Conforme os teclados foram evoluindo, ficaram cada
vez mais legais, mas muito computadorizados. No piano acústico ou
no órgão, o músico tem que se esforçar para tirar um som bom.
Já nesses instrumentos, basta apertar a tecla que sai uma
gravação com um supermúsico tocando. É o touch daquele cara.
Com isso, o sentimento e a expressividade acabaram sendo perdidos.
Apesar de serem estações de trabalho ótimas, esses equipamentos
não têm muita identidade. Na época, o piano e o órgão foram
meio abandonados, até porque este último sempre foi muito caro
no Brasil. Mas, no meio dos anos 90, os artistas perceberam que
faltava expressividade, inovação. E aí começou a redescoberta
do Hammond, graças, também, à volta de grandes bandas como o
Deep Purple e o Pink Floyd.
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Quem
você destacaria no cenário atual
do Hammond?
Infelizmente,
dos modernos, só um ou outro nome no jazz, como Larry Golding e
John Novelo. No rock, continuam sendo os antigos. Algumas bandas
mais recentes, como os Walflowers, até utilizam, mas como
pano de fundo. Estão faltando “Hammond Heroes” mais jovens.
Mas acredito que,
em
breve,
surgirá
algum.
Até
porque
o estudo desse instrumento também se perdeu um pouco. É
completamente diferente de tocar piano, órgão de tubos ou
teclado. |

Daniel
Latorre e seu Hammond B3 e Leslie |
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Existem
professores de Hammond?
Aqui
no Brasil havia alguns até a década de 1970 e 1980. Agora,
praticamente, não existem mais. Isso faz falta e é algo que me
preocupa. Por isso, estou preparando material didático. Por
gostar tanto do instrumento, quero que todos saibam tocá-lo.
Seria tão bom apresentar-me em um lugar onde já houvesse um
Hammond, para não ser preciso transportar. |
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Além
do
rock
e
do
jazz,
em
quais outros estilos podemos encontrar esse instrumento?
Ele
é o único que foi gravado em todos os estilos. No Brasil, foi
usado muito na bossa nova
pelos
mestres Walter Wanderley e Juarez Santana.
Atualmente, os artistas de country usam de monte também, assim
como o pessoal de música sertaneja. É um instrumento
harmonicamente muito completo. Sonoramente, ele imprime o peso
relativo ao de uma orquestra, preenchendo muito espaço. |
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O
Hammond está sendo usado na música eletrônica?
Sim,
há artistas que estão misturando o órgão com batidas
programadas. É muito interessante. Na década de 1970, as
músicas do Jimmy Smith eram remixadas por DJs e tocadas em pista
de dança. Esse foi o começo do acid jazz, que hoje é bem
eletrônico.
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Quem
toca Hammond deve se especializar em um estilo?
Acredito
que não é possível se especializar apenas em um. É preciso
conhecer todos e saber bastante pelo menos dois. O importante é
fazer as pessoas voltarem a estudar, pois teclado é maravilhoso,
mas fez os músicos perderem técnica. |
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Quais
são as maiores dificuldades do instrumento?
A
dificuldade é que não existe uma escola
pré-definida. No piano, por exemplo, há a alemã, a
francesa, a russa. Uma é bem diferente da outra, mas as três
são boas e ensinam a tocar. No Hammond, isso não existe, por ser
um instrumento muito mais novo. Nele, há um milhão de
possibilidades. Por isso, a grande dificuldade também é
sua maior vantagem. Cada um pode
criar seu próprio estilo.
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Há
estilos de registração padronizados
ou isso depende do feeling do músico?
No
início, o Hammond era utilizado na música erudita e gospel, para
os quais existem registros pré-defi nidos. Mas, no rock e
no jazz, há bastante liberdade para criar seus próprios timbres.
O problema é que, como há pouca informação sobre o
instrumento, muita gente acha que
ele tem só um som, o que não é verdade. Estou fazendo um
catálogo e já tenho mais de 2 mil registrações. Na verdade,
ele foi o primeiro sintetizador. É possível obter som de
flautas, flautins. Não são perfeitos, mas, para a
época, foi um avanço enorme. E também foi o primeiro
equipamento a ter presets.
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Quando
o Hammond surgiu, era um instrumento eletromecânico, e hoje, é
eletrônico. Quais as diferenças de sonoridade e praticidade?
A
sonoridade dos mais recentes é melhor, justamente por serem
novos. Os antigos têm que estar 110% para soarem bem, e a
manutenção é caríssima. O que diferencia um de outro é que
cada unidade dos vintage, depois de um tempo, começava a ter um
som próprio, como acontece com o piano acústico. Tal não ocorre
com os atuais porque eles são padronizados, o que, profissionalmente, é melhor. Mas há regulagens nesses modernos que
permitem criar sons mais parecidos com o que cada um quer. É um
ajuste fino, de brilho, de volume da percussão, etc. Em termos
de praticidade, o eletrônico é um pouco mais leve, e, com essa
tecnologia, foi possível a criação de
Hammonds portáteis.
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Como
você virou endorser da marca no Brasil?
Em
1995, conheci o diretor da Hammond. Falei que era apaixonado pelo
órgão, que admirava muito
o trabalho deles e que queria
conhecer melhor o instrumento. Ele me contou que tiveram
problemas com uma empresa importadora no Brasil e que não estavam
mais interessados neste mercado. Argumentei que o brasileiro tem
uma musicalidade superforte e que o Hammond é maravilhoso,
deveria ser vendido aqui. Ele pediu uma gravação minha, que logo
lhe mandei, e gostou. Antes mesmo de a marca achar uma empresa
séria para fazer a importação, virei endorser. A importadora
escolhida foi a Hosmil, dirigida por Wagner Carneiro e
especializada em órgãos. Tenho duas funções: uma como artista,
que é tocar usando o instrumento. E a outra, que considero mais
importante, é o apoio ao músico: explicar, abrir o órgão para
mostrar como funciona, passar conhecimento. |
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E
como surgiu a parceria com a Meteoro?
Era
2000, estava tocando no Via Funchal com o Brasil Rock Stars e, no
fim do show, o José Luis Ferreira, diretor da Meteoro,
veio falar comigo, já nos conhecíamos, mas ele pouco havia visto
e me ouvido tocar. Disse que seu sonho era construir uma Leslie.
Falei que poderia ajudar, porque já montei e desmontei muitas
delas. Quando comecei a tocar, as caixas que chegavam ao Brasil
estavam podres. Então, eu ia comprando as peças e remontando aos
poucos. O Zé Luis veio à minha casa, mostrei como era a original
por dentro, e ele começou a construção da sua. Demorou quatro
anos para o modelo ficar pronto. Eu ia ver como estava e
sempre achava algum defeito. Eram coisas mínimas, mas queria
a Leslie igual à antiga. Agora as caixas modernas são
diferentes, tem o som clean, mas gosto da
velha, “bichada”. |
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E
como fizeram para conseguir peças?
Fabricaram
tudo. Para as primeiras unidades, forneci algumas. Outras, eles
conseguiram comprar do exterior, para poder testar. Mas agora é
tudo fabricado nacionalmente. E o resultado foi muito bom.
Despertou até ciúmes da Hammond lá fora, mas acho que o fato da
Meteoro produzir incentiva pessoas a desejar um instrumento da
marca e a explorar melhor essa caixa. Acredito que ela ainda é
subaproveitada: dá para colocar guitarra, baixo, voz e etc... |
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Você
iniciou no piano erudito?
Sou
de uma família de músicos. Comecei tendo aula de piano com a
minha avó Lucia Latorre, que hoje deve ser uma das professoras de música mais antigas
de São Paulo, talvez até do Brasil. Completou 90
anos. E foi ela quem me ensinou as primeiras notas musicais quando eu
tinha 5 anos. E assim fui começando, de maneira bem natural, sem
cobranças. Até que um belo dia, quando tinha 10, estava vendo
televisão e passou um programa com o Jerry Lee Lewis. Eu não
sabia que era possível tocar piano daquele jeito e quis partir
pra o rock- and-roll. Corri para o piano e quebrei uma nota porque
meti o pé nas teclas. Meu pai quase me matou. Com 14 anos,
comecei a tocar blues na noite. Também gostava muito de trilha
sonora e logo passei a compor para teatro. Assim dei início à
minha carreira profissional. Após o colegial, fui fazer faculdade
de administração porque meus pais não acreditavam que eu
daria certo como músico. Mas não parei de tocar. Foi uma época
em que eu praticamente não dormia: fazia faculdade de manhã, à
tarde trabalhava em uma editora e à noite ia tocar. Ia para a
cama às 3 da manhã e levantava às 6. Quando terminei a
faculdade, entreguei o diploma para a minha mãe e fui tocar na
banda do Paulo Zinner: Paulo Zinner Rockestra. |
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E
como apareceu a oportunidade de vocês tocarem juntos?
Já
o conhecia do meio musical e fiquei sabendo que estava montando um
novo grupo. Liguei para ele e falei: "Como você, um amante
do Deep Purple, não tem um Hammond na sua banda"? Fui fazer
um teste e de primeira já saí tocando as músicas. Estou na
banda até hoje. Até cheguei a trabalhar em outras coisas,
consultoria de marketing, pós em musicoterapia. Mas o que gosto
mesmo é órgão Hammond, não tem jeito. |
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Com
quantos anos você teve seu primeiro Hammond?
Meu
mesmo foi com 19 anos. Até então, usava o órgão de amigos e do Bourbon
Street, que era o único lugar de São Paulo a possuir um e eu
vivia pedindo para estudar nele entre uma passagem de som e outra
das bandas internacionais que tocavam por lá. Ia duas ou três vezes por
mês para praticar. |
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Com
quem você já tocou?
Com
diversos músicos, incluindo algum ídolos, como o workshow que
fizemos com o Ian Paice e Paulo Zinner e uma jam com o Andy
Summers. Dos nacionais, com muita gente. Só no trabalho que fi z
com o Andreas Kisser, o Brasil Rock Stars, toquei com Samuel Rosa,
Frejat, Paralamas , Titãs e etc. Também gravei um
disco com o Beto Lee, filho da Rita. Mas gravação não é uma
coisa que me atrai muito, porque, atualmente, qualquer um com um
Pro Tools "grava". Tenho aquela idéia antiga de
álbum, no qual todos os músicos colocam seu coração. Hoje,
estou em estúdio, mas é algo experimental. Hora com o Zinner e
hora com o Bina, que é um excelente guitarrista. Fazemos tambem soul
jazz, acid jazz, Hammond Grooves no estilo do organista
Lonnie Smith. |
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O
Brasil Rock Stars ainda está na ativa?
Sim,
mas o formato mudou. Nos primeiros, a banda foi composta só por
músicos famosos. O mais desconhecido era eu. Mas logo começou a
tocar impossível conciliar a agenda de todos. Então, enxugamos a
banda. Ficamos eu, o Paulo Zinner na bateria, o Andreas na
guitarra, o Silvio Alemão no baixo, o Vasco nos vocais, gaita e
guitarra-base, e mais um convidado que varia a cada show, para
continuar no formato rock stars. Não estamos em temporada, como
fizemos no Blen Blen, mas o projeto ainda existe. |
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E
como era o processo de composição das trilhas para teatro?
Eu
cheguei a ter aulas particulares de Composição e Regência, e
sempre gostei muito de música incidental. Meu grande ídolo,
desde criança, é o John Williams, compositor que fez a trilha de
Star Wars, Tubarão, Indiana Jones, ET. Então, meu estilo de
compor era baseado no dele. Consistia em criar um tema, e as
músicas são variações dele. Eu ia aos ensaios da peça e, às
vezes, também participava dos laboratórios como se fosse um
ator, para sentir o espetáculo. Os diretores davam alguma
indicação ou havia liberdade total? Eu tinha liberdade, até
porque eles não são muito entendidos de música. Gravava num
workstation e mostrava para eles verem o que achavam. E assim a
obra ia nascendo. Gosto de música incidental, daquela que o
personagem está andando e a trilha no fundo, combinando com os
gestos. Se bem que, no palco, isso é meio difícil de fazer, pois
o timing é outro. Mas, às vezes, de tanto ouvir nos ensaios, os
atores acabam adequando seus movimentos ao som. A música acabava
servindo de guia para a interpretação. É muito interessante.
Mas parei logo, fiz em torno de nove trilhas. Teatro é
muito complicado, poucas pessoas freqüentam. Mas quem sabe ainda
consigo fazer alguma para cinema. |
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Com
quais diretores trabalhou ?
O
mais conhecido foi o Carlos Silveira, pupilo da Cacilda Becker. Um
outro muito bom foi o Hélio Cícero. Fizemos um Shakespeare
moderno e toquei ao vivo durante a peça |
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Quais
seus planos?
São
poucos e simples, porém desafia- dores. Quero tocar Hammond pelo
mundo afora. É um instrumento maravilhoso, único e eterno.
Também vou gravar um disco com o Zinner entre outros que
estou planejando. E quero escrever material didático sobre o
instrumento. |
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E
quais dicas você daria para quem quer se aventurar pelo Hammond?
A
primeira coisa é pesquisar, conhecer quem toca desde o início.
A segunda coisa é ver com quais estilos a pessoa se identifica,
pois a área de atuação do instrumento é muito ampla. E a
terceira é conseguir um Hammond, nem que seja um portátil,
modelo XK-1. Quanto aos antigos, é preciso tomar um certo cuida-
do, pois existem mais de trinta modelos, mas somente o B-3 (e, às
vezes, o C-3) é usado em gravações. Portanto, o som que se
conhece é o desse modelo. |
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E
quanto à técnica?
A
maior dica é saber sentar e posicionar a mão. Quanto à
técnica, o estudo de piano e de órgão dá uma boa base.
Principalmente deste último, porque é um instrumento que também
não tem touch. A dinâmica do Hammond é controlada pelo pedal de
expressão. Também é preciso ter boa inde- pendência de mãos e
de dedos, e legattos bem definidos, principalmente quando se usa
percussão (timbre). |
| Entrevista
publicada na revista Teclado e Áudio no. 125 de Março de 2007 -
páginas 22 à 25 |

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Daniel Latorre 2007 - direitos
reservados; proibida reprodução |
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